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Qui, 01 de Setembro de 2011 11:05
Andre Matos: o melhor e o pior de sua carreira

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Por Carlos Henrique da Silva

Sempre tive muita admiração pelo ANDRE MATOS, principalmente porque na idade em que muitos jovens por aí estão começando a conhecer as bandas mais populares do som pesado, o cara já estava gravando o primeiro disco do VIPER, "Soldiers of Sunrise", com seus 15 anos de idade. Nesse texto tento fazer um resumo daqueles que considero seus melhores trabalhos, independente das bandas pelas quais já passou, e também os seus lançamentos mais "fracos", seguindo o mesmo critério.

GRANDES √ĀLBUNS:

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√Č com Theatre of Fate (1989) que come√ßamos isso aqui... O segundo disco do VIPER √© um cl√°ssico do heavy metal tradicional do in√≠cio ao fim. "At Least a Chance", "To Live Again" e "A Cry From the Edge" poderiam facilmente fazer parte dos set lists do cantor em seus shows lado a lado com os cl√°ssicos do ANGRA. A faixa-t√≠tulo tamb√©m merece destaque... e o cl√°ssico absoluto "Living for the Night" tamb√©m faz parte desse √°lbum.

Depois de deixar o VIPER, o vocalista cursou a faculdade de m√ļsica onde se formou e depois montou o ANGRA, que em 1993 lan√ßou o debut Angels Cry, outro dos discos obrigat√≥rios da carreira do vocalista.

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Contando como parceiro de muitas composi√ß√Ķes o guitarrista RAFAEL BITTENCOURT, o ANGRA, logo no seu primeiro √°lbum, j√° trouxe cl√°ssicos do heavy metal mel√≥dico: "Time", "Angels Cry", "Stand Away", "Never Understand", "Streets of Tomorrow" e "Evil Warning", al√©m da cover de KATE BUSH "Wuthering Heights" (show √† parte a interpreta√ß√£o do vocalista), e o maior cl√°ssico do ANGRA: "Carry On", presen√ßa praticamente obrigat√≥ria no set list de qualquer banda que o vocalista j√° tenha passado ap√≥s seu lan√ßamento.

Alguns anos e dois discos de est√ļdio depois do debut, incluindo aquele que muitos consideram o grande disco do Angra: "Holy Land", ANDRE deixou o grupo junto com o baixista Luis Mariutti e o baterista Ricardo Confessori, e formou o SHAMAN. Com o SHAMAN lan√ßou aquele que considero o melhor disco de toda a carreira do vocalista em qualquer banda: Ritual (2002).

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Ritual foi quase um soco na cara de quem esperava "mais um disco de heavy metal melódico". Tem passagens pesadíssimas, riffs quebrados, "culpa" do novo guitarrista HUGO MARIUTTI, e uma influência maior do prog metal, além da World Music, com alguns instrumentos não comuns no heavy metal em algumas passagens.
"Here I Am" é o cartão de visitas do álbum: uma típica canção de ANDRE MATOS... abertura grandiosa, estrofe e refrão rápido, com uma passagem de piano antes do grand finale, com a diferença de que aqui não temos aquelas guitarras típicas do metal melódico, e sim o peso e a agressividade de Hugo Mariutti.

"Distant Thunder" e "For Tomorrow" mostram o que o SHAMAN tinha de diferente da banda antiga... "Fairy Tale" √© outra t√≠pica composi√ß√£o do vocalista, uma balada mostrando onde sua voz √© capaz de leva-lo. A faixa-t√≠tulo tem um toque mais prog e seu refr√£o √© um dos pontos altos do disco, e para finalizar: "Pride" √© a paulada que encerra o disco com a participa√ß√£o de TOBIAS SAMMET (EDGUY). Todas as outras can√ß√Ķes que eu n√£o citei aqui tamb√©m merecem destaque. N√£o tem faixa "mais ou menos" nesse √°lbum. Um disco que fugiu a todos os padr√Ķes de quem esperava "mais um disco de metal mel√≥dico".

Alguns anos depois aquela formação do SHAMAN se separou, e o vocalista, novamente com Luis Mariutti e agora seu irmão Hugo Mariutti, deixou a banda e se arriscou em carreira solo (sempre deixando claro que apesar de usar o nome ANDRE MATOS, aquilo se tratava de uma banda)... em 2007 lançou seu primeiro disco:

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Time to be Free (t√≠tulo sugestivo) √© um grande disco que mostra a banda em grande forma e dessa vez apostando numa mescla de tudo que ANDRE MATOS j√° fez na carreira, inclusive voltando a ter uma banda com forma√ß√£o de dois guitarristas. H√° can√ß√Ķes que tem a cara do Angra como a faixa de abertura "Letting Go" e "Remember Why", can√ß√Ķes que poderiam fazer parte do Shaman como "Rio" ou "Time to be Free", al√©m de outras que, quem sabe, poderiam ser do Viper como "How Long (Unleashed Way)". H√° inclusive uma releitura de uma tema que ANDRE gravou com o VIPER no Theatre of Fate, "Moonlight", aqui renovada como "A New Moonlight". O grande destaque do disco para mim √© "Endeavour" que tem um final grandioso, e ao vivo fica ainda melhor, proporcionando uma sa√≠da emocionante dos m√ļsicos do palco, com um de cada vez deixando seu instrumento e saindo do palco.

√ĀLBUNS QUE FICARAM ABAIXO DA EXPECTATIVA:

Nem tudo s√£o flores na carreira de um m√ļsico competente. E claro tamb√©m que √© apenas a minha opini√£o pessoal, para muita gente os √°lbuns que eu colocar aqui podem ser verdadeiros cl√°ssicos.

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Dois anos ap√≥s o excelente Time to be Free, ANDRE lan√ßou seu segundo disco solo, nomeado como Mentalize, o disco n√£o apresenta nenhuma novidade com can√ß√Ķes que parecem ser simplesmente "mais do mesmo".

Os destaques positivos são as duas primeiros faixas: "Leading On" e "I Will Return", que são boas, mas não apresentam a mesma qualidade de antes. "When the Sun Cried Out" é outra interessante também. O restante não me chamou muita atenção.

Talvez notando que era melhor dar um tempo na sua carreira solo, Andre resolveu juntar forças num "supergrupo" chamado SYMFONIA, que lançou em 2011 o álbum In Paradisum, com ex-membros do STRATOVARIUS, HELLOWEEN e SONATA ARCTICA...

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Se tivesse sido lan√ßado em 1995 seria um grande √°lbum, mas em 2011 um lan√ßamento desses... com todos os clich√™s que o "power metal sinf√īnico" j√° nos ofereceu durante os √ļltimos 15 anos, o √°lbum n√£o traz nenhuma novidade. S√≥ um coment√°rio: o disco n√£o √© ruim. Para o estilo que se propuseram a fazer, √© at√© muito bom... o problema √© gravar um disco sem se preocupar em trazer nada de novo para um estilo que j√° est√° com fama de "batido" por natureza. ANDRE j√° renovou isso uma vez com o RITUAL do SHAMAN, e dessa vez com o SYMFONIA ele n√£o conseguiu (n√£o que tenha tentado...). Como eu disse: os f√£s desse estilo gostar√£o, eu que n√£o sou f√£, gostei. O problema √© a falta de novidades. √Äs vezes as can√ß√Ķes parecem ser tiradas de um disco qualquer do Stratovarius. Por√©m, sempre h√° como tirar coisas a serem destacadas: "Come by the Hills" e a faixa-t√≠tulo s√£o boas can√ß√Ķes.

Fonte: Whiplash

Última atualização em Qui, 08 de Setembro de 2011 10:28
 

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