Você esta aqui:   Home Notícias Megadeth: Shawn Drover fala sobre Mustaine, novo álbum e amor pelo heavy metal
Megadeth: Shawn Drover fala sobre Mustaine, novo álbum e amor pelo heavy metal PDF Imprimir E-mail
Qua, 18 de Abril de 2012 11:29
Megadeth: Shawn Drover fala sobre Mustaine, novo álbum e amor pelo heavy metal

shawn-drover

Por: Katy Freitas Redação TDM

O Megadeth está prestes a voltar ao Brasil para uma apresentação no Metal Open Air Festival, que acontecerá entre os dias 20 e 22 de abril em São Luís, capital do Maranhão. A banda se apresentou no ano passado na segunda edição do festival SWU, em Paulínia, SP.

A banda, cujo trabalho mais recente é o álbum “TH1RT3EN”, lançado em 2011, também faz parte do "Big Four of Thrash", juntamente com Metallica, Slayer e Anthrax - uma espécie de supra sumo do Metal. Em 28 anos de atividade, mais de 20 músicos já tocaram com Dave Mustaine, o único presente em todas formações.

O Território da Música conversou com o baterista Shawn Drover, que falou sobre o tempo em que está na banda, sua relação com Mustaine e as gravações do mais recente álbum do Megadeth, “TH1RT3EN”, que foi lançado no dia 1º de novembro, pela Roadrunner Records. Confira a entrevista abaixo:


Você está no Megadeth há oito anos. Como você avalia este período? Sua vida mudou muito?

Shawn Drover: Sim, mudou muito! Quando se entra em uma banda como Megadeth, vindo de pequenas bandas, é uma mudança gigantesca, e honestamente é a mudança que eu sempre quis por toda a vida: estar em uma banda de sucesso e tocar para muita gente. Quando tive essa oportunidade com o Megadeth, lógico que mudou drasticamente minha vida. E mudou para melhor, por isso sempre sou grato por ter tido essa chance. Devo ter feito algo certo, pois estou até hoje, oito anos depois.

No álbum “Endgame”, lançado em 2009, você compôs a música “Head Crusher” em parceria com Mustaine. Você tem espaço para compor no Megadeth? Como isso funciona?

SD: É geralmente a mesma coisa, a gente vai tendo ideias juntos para o álbum, daí entramos no estúdio e vamos gravando essas ideias. Basicamente começamos assim e vamos criando alguns riffs e outras coisas. Então, quem tiver coisas escritas, pode ser o guitarrista, Dave, eu, qualquer um que tiver as melhores ideias, nós vamos atrás delas.

E para “Endgame”, nós estávamos precisando de outro caminho para uma música, e eu tive algumas ideias, que nós já havíamos gravado. E eu apresentei uma música inteira e o Dave só gostou de metade, e ele teve ideias para a segunda metade, então colocamos as minhas partes e as partes dele, assim a música virou “Head Crusher”. Ela ficou ótima e foi muito legal que acabamos usando algo que eu escrevi, fiquei muito feliz.

Você gosta de compor?

SD: Sim, gosto. No começo, quando eu tocava com o meu irmão, nós lançamos vários álbuns com o Eidolon e eu escrevi praticamente todas as músicas, com letras e tudo. Então compor não é exatamente uma novidade para mim, faço isso há muitos anos. Mas foi legal fazer isso com o Megadeth, trazer minhas ideias para a banda, ter a música indicada ao Grammy. E todas as ótimas coisas que vieram com a oportunidade de ter uma música no disco.

Você começa pensando nas batidas ou em melodias e harmonias?

SD: Para mim, é geralmente algo que faço na guitarra. Eu sempre componho coisas na guitarra porque eu já sei como a batida da bateria vai ser na minha cabeça. É como eu faço, isso é diferente para cada pessoa. Mas para mim é com riffs de guitarra que começo.

É difícil trabalhar com o Dave Mustaine em algum aspecto?

SD: É engraçado porque são coisas típicas que já aconteceram no passado, mas eu nunca tive problema algum com Dave, pois nós temos as mesmas ideias e visões para o que queremos para banda. Queremos escrever as melhores músicas, gravar o melhor álbum. Tudo o que queremos fazer é para o bem da banda. Então dividimos a mesma linha de raciocínio e queremos fazer tudo da melhor forma possível. Por isso, nunca tivemos nenhum problema. Estou na banda há oito anos e tem sido muito bom. Sabe, eu não gostaria de estar em uma banda com alguém preguiçoso, que não se importasse. E o Dave é muito meticuloso com tudo o que ele quer fazer. E eu também, sou exatamente da mesma forma com tudo o que quero fazer. Temos a mesma visão, o que torna tudo mais fácil.

Tem que ser assim, não é?

SD: Ah, eu acho. Se você quer ser bem sucedido, tem sim. Precisa se esforçar como músico e continuar fazendo bons discos. E o Megadeth continua fazendo isso até hoje. Não é fácil, você precisa se esforçar.

A turnê de comemoração dos vinte anos de “Rust In Peace” teve o Dave Ellefson de volta ao line-up da banda. Você diria que essa reunião entre Mustaine e ele, e a energia nos shows serviu de inspiração para o novo álbum, “Th1rt3en”?

SD: Não sei, é possível. Tudo foi ótimo e na verdade eu nem penso muito nisso. Quando fizemos a turnê de aniversário do “Rust In Peace”, tivemos algumas ideias para um próximo álbum. “Th1rt3en” não soa como o “Rust In Peace”, então não é algo que foi pensado como “ah vamos fazer um Rust In Peace - Parte 2”. Nada assim. Queríamos criar um novo álbum e nenhum disco do Megadeth soa parecido com outro. São todos diferentes. Pra mim, “Th1rt3en” não se parece com “Rust In Peace” nem com “Endgame”. Não sei se a turnê inspirou algo no novo álbum, exceto em querer fazer o melhor som possível.


Sobre o título “Th1rt3en”, tem muitas referências: é o 13º disco da banda, o aniversário do Mustaine é no dia 13, ele começou a tocar guitarra aos 13 anos, o álbum tem 13 faixas e a última se chama “13”. Você se considera uma pessoa supersticiosa?

SD: Não mesmo. O número 13 começou a aparecer ao longo da gravação do disco. O engraçado é que quando começamos a ver um nome para o disco, pensamos ‘ok, vamos chamá-lo de 13’, mas como um titulo provisório. Só que ao longo de todo o trabalho, as coincidências continuaram aparecendo. E pensamos “por que não batizá-lo de ‘13’, afinal é o nosso 13º álbum mesmo”. Eu não sou supersticioso de forma alguma, não tenho certeza sobre o Dave.

É verdade que algumas coisas estranhas aconteceram durante as gravações do álbum e vocês botaram a culpa no uso abusivo do número 13?

SD: Nada estranho aconteceu enquanto eu estive lá, eu gravei a bateria primeiro e depois voltei pra casa para ficar com a minha família. Mas Dave falou que algumas coisas aconteceram no estúdio. Nada do mal, sabe? Nada desse tipo. Mas coisas esquisitas com o número, e quando discutimos sobre o nome, ele falou que andava se deparando com o 13 o tempo todo. Mas eu não vi nada estranho.

Vocês já começaram a pensar em um novo álbum?

SD: Na verdade não. Estamos muito ligados à turnê de divulgação desse álbum, sabe? Em algum momento nos bastidores nós começaremos e pensar nisso. Juntar ideias em uma fita e preparar para o próximo trabalho

Existem faixas que ficaram de fora do álbum?

SD: Olha, na verdade não. Nós usamos tudo o que gravamos neste álbum. Não temos nada que não tenha sido usado. Então todas as ideias para um próximo álbum serão novas.

O que o heavy metal significa para você?

SD: É muito importante para mim. Eu comecei ouvindo o heavy metal do Savage com 11 anos. Nem tudo o que eu ouvia quando mais novo era heavy metal: eu ouvia Rush, Deep Purple, Van Halen e várias coisas e nem todas eram heavy metal. Mas tinha o Black Sabbath, que na minha cabeça é a maior banda de heavy metal do planeta. E eu era muito fã do Sabbath - sou até hoje. Eles foram grandes influências quando eu era criança. Depois eu fui ouvir Judas Priest, Iron Maiden e todas as coisas que vieram depois.

Eu ouço metal por 35 anos e continuo amando do mesmo jeito, desde quando comecei. É uma grande parte da minha vida e acho que sempre vai ser. Mesmo se eu não fizer mais música, eu sempre ouvirei heavy metal, até ficar bem velho!

Vocês vão tocar no festival Metal Open Air, no nordeste brasileiro. Você já teve a oportunidade de conhecer a região? Quais são as expectativas para o show?

SD: Acho que não, na verdade acho que nenhum de nós esteve por lá. Eu dei uma pesquisada na internet e vi a área, me pareceu muito legal. Eu estou muito animado para ir lá, é sempre muito divertido tocar em lugares onde nunca toquei antes, então mais uma vez tocaremos no Brasil, e tenho certeza que terá um monte de gente lá. Os fãs brasileiros são muito apaixonados, especialmente com o heavy metal. Estamos muito animados e esperamos nos divertir. Bem, sempre nos divertimos aí!

Fonte: http://www.territoriodamusica.com/rockonline/entrevistas/?c=1173


Última atualização em Qua, 18 de Abril de 2012 11:39
 

Gostou disso? Compartilhe com seus amigos...

Share on Myspace

Curiosidades dos Rock-Star's

Os 14 maiores mascotes de banda
Os 14 maiores mascotes de...
Os 25 melhores logos de bandas
Seja adornando caríssima...